A Croácia foi o primeiro país que conheci durante as férias de Julho de 2013. Nossa ideia era visitar Hvar (pronúncia: Ravár, Ávar e até Ruar… cada um falava de um jeito – eu falo “ravár” hahaha) e fomos para Split, pois era o ponto de partida para a ilha.

Desde já, me desculpo pelas poucas fotos no post. Não consigo acessá-las agora e acredito que as dicas são relevantes mesmo sem as imagens. É só dar um google em Split e tudo resolvido! 😉 

Transporte

Os valores da passagem para Croácia variam muito (depende da época do ano, companhia, horário etc.) e o jeito é comparar os preços. A melhor maneira que encontrei para comprar passagens mais baratas, eu explico nesse post aqui.

Voos low cost e seus perrengues! Saí de Granada durante a tarde e poucas horas depois estava em Barcelona (conexão). O voo para Split era só no dia seguinte às 6 da manhã, então tivemos que dormir no aeroporto. As lojas do aeroporto de Barcelona não funcionam 24hrs e não tinha muito o que fazer por lá. O tempo não passava. A única coisa que estava aberta para salvar a vida era o Mc Donald’s.

Ao chegar no aeroporto: mesmo fazendo parte da União Européia, a Croácia tem aquele processo de “entrevista” da imigração. Duas filas: União Européia e alguns países para a esquerda; o Brasil e demais países para a direita. Eu fui para direita, pegaram o passaporte e perguntaram o que fui fazer lá… respondi que ficaria X dias para turismo e eles carimbaram o passaporte sem maiores dramas (isso em 2013).

CUIDADO: 

1) O primeiro choque para alguém que não tinha pesquisado muito antes de ir para Croácia: lá a moeda é a Kuna. Hoje (2015), 1 euro equivale a mais ou menos 7,55 kunas. Era basicamente isso quando fui também.

2) Sacamos nossas kunas no caixa eletrônico do aeroporto para garantir. Minha amiga quis sacar 1000 kunas e pelo número MIL, achei pesado… bobeira sacar tanto. Então saquei só 400 kunas. Não durou nem 30 minutos já que chegamos, pegamos um táxi até o centro e tivemos que pagar o hostel. Ou seja, essas conversões confundem muito! Você acha que vai sacar muito, mas, na real, não; e acha também que está pagando pouco (em comidas, festas etc) quando, na verdade, paga muito. Exemplo: “ah, uma bebida na balada é só 80 kunas, mas o que são 80 kunas para quem acabou de sacar 1000, né?” 80 kunas são 10,59 euros… quase 40 reais. Então não é a bebida mais barata do mundo. Cuidado com isso, porque o dinheiro vai embora sem perceber! #experiênciaprópria

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Acomodação

Fiquei hospedada no Kiss Hostel que encontrei pelo Hostel World. Escolhemos esse hostel, pois era um dos mais baratos, com boa classificação de outros hóspedes e perto da praia/centro. Eles oferecem quartos compartilhados mistos de 10 e 12 camas e o valor das duas acomodações é €24. Tenha as kunas na carteira, porque eles não deixam pagar com cartão.

Para chegar até o Kiss Hostel: na Croácia não tem essa mordomia da Grécia, onde os hostels mandam um ônibus/van para buscar os hóspedes nos portos e aeroportos (pelo menos não nos hostels que eu fiquei). Sei que tem um ônibus do aeroporto de Split até o centro, mas como essa foi nossa primeira viagem, resolvemos pegar um táxi. O endereço é Hrvojeva 6, Split e a dica que eles dão para chegar lá a partir do bus stop do aeroporto é “seguir as instruções do canto do palácio”. Sei que isso não te ajuda muito agora, mas se você reservar esse hostel, eles dão todas as instruções necessárias. O centro é pequeno, então qualquer bus do aeroporto até o centro vai te ajudar a chegar mais perto do estabelecimento.

Minha opinião sobre o hostel: Logo de cara, não achei a infraestrutura tão boa, quando comparada a hostels anteriores (isso que nem tinha conhecido os sensacionais da Grécia ainda), mas depois que fui até outro hostel em que uma amiga estava hospedada, achei esse Kiss ÓTIMO. O dela era 10 vezes pior! O Kiss Hostel tinha um clima morto e o staff bem chato. Nada de festas e o pessoal do quarto não deu papo. Não sei se foi só aquele dia ou se algo mudou, mas quando estive lá… tédio. Só para dormir m-e-s-m-o. Como só ficamos 1 noite, foi ok! Apesar disso, o hostel era limpo e organizado. Pareceu bastante seguro também e a localização é boa. Então, talvez, esse hostel seja o que você procura para um boa noite de sono.

Curiosidade: uma coisa que eu percebi nos hostels em que passei é que os funcionários eram meio grosseiros, tanto em Split quanto nas outras cidades. Depois eu vi que era o jeito deles. Assim que chegamos no Kiss Hostel, nossa amiga – que não estava hospedada lá – nos acompanhou até o quarto que era logo ao lado da recepção, porque a gente ia guardar as malas. A mulher veio desesperada mandando ela sair, falando em croata, puxando ela pelo braço e a gente sem entender nada… ela fez uma cena só porque a menina tinha colocado um pé para dentro do quarto. Sem muitas explicações, ela exigiu que a menina esperasse do lado de fora do hostel! Segurança? Tudo bem, mas a abordagem da mulher foi péssima.

Depois, acompanhamos essa amiga até o hostel dela (o que eu falei que era horrível e, infelizmente, não sei o nome) e, enquanto ela deixava as malas no quarto, nós esperamos na recepção (para não acontecer a mesma coisa) e eu vi uma tomada perto da porta. Tinha acabado de chegar de viagem e não pensei duas vezes… peguei meu carregador e pluguei meu celular. Quando o homem viu, fez um escândalo ainda maior que a mulher do nosso hostel e disse em inglês “Se não está hospedada aqui, não vai carregar, tira essa merda daí.” Choque total! Em todos os lugares que eu tinha passado nos 6 meses anteriores, o staff dos hostels era super simpático com os viajantes. Nos lugares que visitei na Croácia, foi bem diferente: “não está hospedado aqui, tchau! Só te ajudo se você estiver pagando.” 

Tudo bem que eu não estava hospedada lá, mas nossa amiga estava. Eu não era uma estranha da rua que entrou lá do nada para carregar o cel. E mesmo que fosse, custava rolar uma compreensão com um viajante que só ta passando por perrengues? Afinal, esse é o público que ele atende.

O que mais me incomodou é que os dois escândalos não eram para tanto. Um pequeno aviso já teria sido suficiente e a grosseria gratuita, totalmente dispensável. Enfim… Coisa de cultura! Agimos na maior inocência e para eles foi uma falta de respeito. Ao meu ver, as reações deles eram exageradas e, também, bem desrespeitosas (principalmente quando são eles que estão oferecendo um serviço).

Lembrando que essa foi a experiência e a impressão que eu tive dessas e de outras situações. Não tem como generalizar todos os lugares, hostels e funcionários da Croácia. Mas é bom para você, leitor que nunca foi para lá, ter isso em mente para evitar situações desagradáveis como essas.

Atrações turísticas

A arquitetura da cidade é bem diferenciada de tudo que eu já tinha visto e, como tudo na Europa, cheia de história. Mas me falaram que Split não chega aos pés de Dubrovnik.

As atrações turísticas se resumem em três coisas: o centro antigo, que fica dentro do Palácio de Diocleciano, as praias e a parte de entretenimento (bares, restaurantes etc.).

O Palácio de Diocleciano tem quatro portões de acesso: portão de ferro, portão de prata, portão de latão e portão de ouro. Não precisa pagar para entrar, faz parte da cidade e é considerado um patrimônio histórico da humanidade pela Unesco. Tem mercados, lojinhas e atrações dentro. Resumindo: é só começar a andar pela cidade e explorar!

As praias não são aquela maravilha. A água é escura e a ‘areia’ não é branca e fofa. Em alguns lugares era só pedra e em outros uma areia estranha. Mesmo assim, no verão, tinha bastante gente nadando e tomando sol.

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Existem muitos quiosques e barzinhos. Durante a noite, o centro é bastante agitado. Opções de restaurantes não vão faltar! Tinha bastante barraquinha que vendia crepe, churros etc.

ps. sempre tenha Kunas no bolso. Muitos restaurantes não aceitavam cartão. Quase todos ou todos os meus pagamentos durante a viagem foram feitos em “cash”. 

Split é a segunda maior cidade da Croácia, mas não é tão grande assim e, em poucas horas, você vai sentir que já conheceu tudo.

Festas

Não conhecemos baladas em Split. A gente só passou lá para pegar o barco para Hvar mesmo. Apesar disso, muitos jovens seguem para Split todo ano para participar do festival de música eletrônica Ultra Europe. É muito conhecido pelos brasileiros.

Existem vários pacotes para comprar a entrada para o festival, mas o ingresso para cada dia custa em torno de €75 e o pacote para os três dias €169. Quando voltamos para Split, para pegar um avião até a Itália, era a última noite do Ultra e tinha muuuita gente na rua de madrugada voltando do evento. E muita gente falando português. É um evento enorme e bastante conhecido.

Como ir até Hvar, saindo de Split:

O porto de Split fica bem próximo ao centro e nós fomos andando do hostel. Não é possível comprar os tickets online (ou pelo menos, não era em 2013). Provavelmente, os funcionários do hostel podem te ajudar com essa questão.

Onde comprar: Nós fomos um dia antes até o porto para comprar o ticket. Assim que você chega no porto, já é possível encontrar sinalização que indica onde está o guichê dos tickets para Hvar.

O processo é simples, até porque esse trajeto é muito procurado pelos turistas. Muitas pessoas alugam carro em Split e embarcam com o veículo para Hvar. É possível embarcar com quadriciclos, bicicletas etc., mas o preço do ticket aumenta, é claro.

Duração: Me disseram que a viagem demorava em torno de 1h até Hvar, mas a nossa levou quase 3h, a ponto de acharmos que estávamos indo para o lugar errado. Depende do tipo de ferry, mas tenho certeza que eles sabem informar a duração média do trajeto no momento da compra.

Valores: Os valores do ticket variam. Vi um site falando que custa 39 kunas por pessoa. Pagamos em torno de 65 kunas (8 euros).

Horários: Não sei o itinerário, mas várias balsas saem durante o dia com destino à Hvar, ou seja, muito horários disponíveis para viajar.

Essas dicas podem ajudar, mas o melhor mesmo é chegar com antecedência, pegar a fila e efetuar a compra.


Eu tinha muitas expetativas sobre a Croácia e, sinceramente, não achei Split tudo isso. A cidade é legal, mas para ficar só um dia mesmo. E a “hospitalidade” do pessoal do hostel não ajudou a construir uma boa imagem do lugar. Mesmo assim, é importante que cada um faça sua viagem e tire suas próprias conclusões sobre uma cidade. 

Espero que as dicas tenham ajudado! Não fiquem decepcionados com os relatos do post, vou escrever em breve sobre a famosa ilha Hvar e eu gostei bastante de lá.

Comente, caso tenha alguma dúvida.

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Atalho para Split
Do aeroporto até o centro: hostel não oferece transfer. Táxis e ônibus disponíveis.
Kiss Hostel
A diária dos quartos compartilhados custa 24 euros
Tem wifi no hostel
Muitos restaurantes não aceitam cartão como forma de pagamento
Split é conhecida pelo evento Ultra Europe que ocorre em Julho
Comprar o ticket de ferry para Hvar com antecedência no porto. Compras não são feitas online.

Créditos para a imagem de capa: google images

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