Você não nasceu apenas para trabalhar, pagar contas e morrer

Nos últimos meses tenho pensado bastante nos meus anos de colégio e universidade e o quanto eu só me preocupava em estudar e trabalhar como doida, sempre deixando o descanso e interesses pessoais em segundo plano.

Desde muito nova já tinha a ideia clara que deveria me esforçar muito para conseguir o emprego dos sonhos, como se isso fosse definir a minha vida toda. Meus planos envolviam, principalmente, quais cursos eu deveria fazer para “turbinar” meu currículo, quais idiomas eu precisava falar bem etc. E para que tudo isso?

Me parece que vivemos em uma realidade em que todas as nossas decisões são moldadas para conseguirmos status, altos salários, melhores condições financeiras e (quase) não damos espaço para o que realmente nos dá prazer.

Nós mal saímos do ensino médio e já estamos correndo para entrar nas melhores faculdades do país. Se não entramos, ou pior, não queremos tentar uma faculdade pública ou fazer cursos que vão trazer altos salários no futuro, não serve… As pessoas já começam a julgar e olhar feio.

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Depois mal entramos na universidade, já estamos pensando na pós. Mal conseguimos estágio e já dizemos que não tem mais nada para aprender e queremos outro que pague melhor. Mal fomos promovidos e já queremos outras mil promoções.

Não vejo nada de errado em sermos “ambiciosos” ou lutarmos pelas coisas que queremos, mas recentemente entendi que o descanso é tão importante quanto o trabalho. Podemos tirar uma pausa, podemos descansar um pouco. A vida não é só estudar e trabalhar para pagar as contas e ficarmos ricos um dia.

Não precisamos trabalhar como loucos para comprar aquele carro apenas para impressionar o vizinho. Não precisamos manter uma vida de luxo e ostentação para sermos felizes e satisfeitos com a nossa vida.

A vida é feita de momentos, de pequenas coisas que quase não valorizamos quando estamos pensando apenas em conseguir mais e mais dinheiro para sustentar uma vida de bens materiais ou para melhorar a nossa conta bancária.

Não precisamos ser o CEO de uma empresa ou almejarmos apenas trabalhos que julgamos de “prestígio” para nos tornarmos pessoas importantes, para sermos considerados “alguém” na sociedade. Podemos ser somente nós mesmos, sem pressão.

Podemos escolher experiências (desde pessoas, hobbies, interesses a empregos) que realmente acrescentam na nossa vida, nos influenciam positivamente, trazem impactos pessoais, em vez de pensar apenas no lado profissional o tempo todo.

Foi libertador finalmente entender que posso investir meu tempo no que eu gosto, só por esse motivo: porque eu gosto!! Nada tem a ver com o meu futuro profissional. Nada tem a ver com as escolhas das outras pessoas. Não precisa ter.

Posso aprender um idioma só porque eu gosto de idiomas. Não tenho que justificar nada para as pessoas que me perguntam “Por que você aprende esse idioma?” e afirmam “Não é importante para o mercado de trabalho” “Não vai aumentar o seu salário”. Isso só para citar um exemplo… Imagino que todos passam por isso. “Por que você investe tempo em teatro? Em música? Em História? Filosofia?”

Não vou dizer que agora trabalho/estudo pouco ou que dedico metade do meu tempo ao que realmente gosto. Não é bem isso. Meu ponto é… Antes eu não me incomodava com o ritmo acelerado que eu vivia e com as exigências e pressões da sociedade em ter um futuro brilhante como uma profissional top do mercado para comprar uma casa maravilhosa e o carro do ano.

Hoje eu vejo que trabalho bastante porque percebo um retorno muito positivo nos dois âmbitos: profissional e pessoal. Estudo outros idiomas porque adoro me relacionar com outras pessoas. Leio romances porque acho gostoso e não vejo necessidade em sempre ler livros voltados à minha área de atuação/acadêmica.

Posso ter momentos para relaxar, ver uma série de comédia, escutar/dançar uma música que não é considerada “culta”. Posso juntar dinheiro para sustentar os meus sonhos que talvez pareçam “bobos” ou “pequenos” para outras pessoas. Posso ser livre para ser eu mesma, sem me preocupar tanto com os julgamentos alheios.

Confesso que percebi isso depois de viver um ano longe de casa, mas talvez eu nem precisasse ter ido tão longe para entender que a vida é uma só e preciso vivê-la da melhor forma possível, de acordo com os meus desejos e vontades. Para entender que posso me dedicar a ter mais momentos e experiências e que não preciso de mais “coisas”.

Foi preciso sair da rotina que eu estava acostumada para abrir meus olhos. Graças a essa mudança de perspectiva, sou uma pessoa mais relaxada e feliz. Uma pessoa mais livre.

Escrevi esse post porque espero que após a leitura, você tenha alguns questionamentos internos de qual é o foco da sua vida: é o trabalho para pagar as contas ou é em viver a vida plenamente equilibrando trabalho e interesses pessoais? Compartilho isso para que você não tenha que sair da sua rotina para perceber que tudo bem tirar um descanso e tudo bem você dedicar o seu tempo a livros, viagens, experiências que realmente lhe agrega como pessoa.

Não é preciso ter esse foco excessivo em trabalho para apenas pagar as contas e morrer. Morrer sem ter compartilhado momentos únicos com a família, morrer cheio de dinheiro guardado na conta para comprar aquele apartamento de mais um quarto.

E vocês? Já tiveram alguma reflexão que mudaram a sua visão de mundo? Compartilhem com a gente…


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By |2017-04-29T23:09:54+00:002 junho, 2016|Tags: |

About the Author:

Bruna Faria, 26, formada em Administração de Empresas pelo Mackenzie. Fez o primeiro intercâmbio aos 17 anos no Texas e o segundo aos 19 no México. Enquanto fazia faculdade na Europa em 2013, teve a idea de criar o Must Share Br (lançado em 2015). Além de produzir conteúdo para o blog, trabalha em uma consultoria especializada em mercado financeiro e hoje mora na Cidade do México. Acompanhem pelo instagram: @brunapfaria

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