Lidar com relacionamentos… coisa fácil né? Muita gente (possivelmente todo mundo) deve ter se metido num daqueles rolos em que só você namora a pessoa, ou até pior, a pessoa só te namora quando convém. Ou aquele que ninguém sabe se ta pegando, ta enrolando, ta namorando ou ta casando. Como que deixa um negócio desse? Eu também não sei, mas acontece!

Eu já estive numa situação dessas, todo mundo que me conhece sabe se não sabe, vai ficar sabendo. Foi uma fase regada de atitudes deploráveis por um x do além e mesmo tentando incontáveis vezes sair desse caos e me afastar de alguma maneira, eu não conseguia. Eu era muito mais nova, é verdade, mas quando paro para pensar onde eu errei na época, fica muito claro que era criando expectativas sobre remotas possibilidades de dar certo e até forçando a barra para isso, além de procurar justificativas para dar sentido aos comportamentos da outra pessoa, porque eu realmente queria entender.

Obviamente, eu não me iludia sem motivos, mas me limito a refletir apenas sobre os meus erros e não os alheios.

Foi ruim, foi, mas quando arrumei as malas, passou rapidão! Nada como o tempo, novas pessoas, novos lugares: o mundo. Assim que eu cheguei na Espanha, tudo era tão novo, tão diferente, tão inspirador que eu instantaneamente esqueci dos problemas (não só esse, mas todos) que tinha deixado para trás. Eram tantas possibilidades,  uma imersão no desconhecido, novas paixões a cada esquina, aprendizados diários que parece que você vive em outra dimensão, outra vida.

Nossa, como eu estava amando aquilo. Tava lindo! Durante 6 meses, tudo foi perfeito até que o facebook demônio mostrou minha timeline inteira dando feliz aniversário para o menino. Eu nem tinha lembrado real, mas naquela época, apesar dos pesares, sentia até um carinho (ou achava que sentia) porque me apegava as “memórias boas” e a amizade.

Olha a cagada! Eu resolvi enviar uma mensagem gente boa – até fofa –  depois de todo aquele tempo, desejando feliz aniversário. EU SEI, nessa hora metade da galera pensa “nossa miga, nããão, cê não fez isso” e a outra metade “pqp… minha cara dar uma dessa” kkkkkk. Bem feito, recebi aquela resposta seca de doer o fundo do olho.

Calma que piora! Sete dias depois, no meu aniversário, lá foi a coitada esperar uma mensagem nem que fosse por c-o-n-s-i-d-e-r-a-ç-ã-o ou educação da outra parte, a qual, é claro, nunca chegou hahahaha. Nesse dia, eu vi o quanto eu era uma completa masoquista dos sentimentos com uma espécie de síndrome de Estocolmo (dá google). Juro!!! Melhor definição! 🙂

Quantas coisas eu tinha vivido durante aqueles 6 meses, como eu tinha mudado, tava num romance com o deuso do meu vizinho francês e, ainda assim, o comportamento de outra pessoa (que nem no mesmo continente estava, diga-se de passagem) me deixou na bad? Não foi muito, mas deu aquela abalada.

Para de ser louca né?! Esse foi o breakdown que eu precisava para perceber que não importava onde, quando ou como, a única pessoa responsável por aqueles sentimentos ruins e que poderia mudar algo era eu mesma. Não dependia de tentar entender o outro, não tinha a ver com os amigos pesando ou com qualquer acaso do mundo externo. Parei de tentar encontrar soluções. Parei de esperar que fizessem por mim o que eu faria pelos outros. Parei de achar que eu era o problema. Eu não tinha que mendigar consideração de ninguém. Cara, somos 7 bilhões de pessoas e sua missão é dar prioridade para a felicidade de uma: você!

O sofrimento só existe, porque nos permitimos sofrer. 

Nós o criamos e, muita vezes, desnecessariamente.

Glória senhor, eu tinha mais 6 meses pela frente! Fui embora da Espanha, viajei sozinha por diversos países nos meses seguintes e, AÍ SIM, veio o terremoto do amadurecimento. Como é bom ficar sozinha! COMO É BOM SER SOZINHA. Entre essas idas e vindas da vida, a gente vê que o mundo é tão grande e conhecemos tão pouco dele que quando percebemos a imensidão de tudo que nos cerca dentro da nossa realidade limitada, nossa dor/problema se torna insignificante, nula(o), na real, desaparece. Sem mencionar que eu descobri muito mais sobre mim nessa fase do que antes na vida toda.

O tempo passou; as coisas mudaram. O meu relacionamento perfeito era comigo mesma e a vida. Quando aceitei meus erros como parte da formação da pessoa que eu era depois daquele ano fora, fiquei muito em paz. Voltei e tudo fluiu…

E o universo é muito louco mesmo. Sabe aquele conselho que já te deram: “para de procurar, para de forçar que quando é para ser, acontece”? É a maior verdade. Quando eu menos esperava, eu conheci uma pessoa que realmente merecia o título de amor da vida. No lugar mais improvável, da maneira mais bizarra. E o engraçado é que a gente teve mil chances de se conhecer nos 4 anos anteriores, mas se eu não tivesse passado por tudo que passei e ele também não (com coisas na vida dele), talvez a gente não teria dado tão certo. Era 100% a mesma vibe.

Sobre sintonia, lembro desse dia:

como_viajar_lidar com relacionamentos

A gente só vivia o momento, deixava rolar. Não teve joguinho, quem manda mensagem primeiro, vou responder mais tarde pra não parecer isso ou aquilo. Eu nunca precisei fingir o que eu não era. Aliás, ele me conheceu logo de cara bem do jeito que eu sou mesmo. Não rolou um “eu te amo”, foi mais um “to te amando”. Nem data de namoro a gente tinha, só aconteceu e era uma parceria pesada.

Nunca me senti tão amada e feliz, e com toda certeza nunca amei ninguém como ele. Só aí eu descobri o que era amor, antes eu nem sabia. Claro que não era perfeito, foi difícil também pela distância e tal, mas acima de tudo, foi intenso, fofo e confirmou o pensamento de que a gente só consegue ser feliz com o outro, quando está feliz com a gente.

Eu tenho certeza que só deu certo porque era o momento. Por isso eu repito: quando passamos por algo ruim, tem um propósito. O que seria da alegria se não conhecêssemos a tristeza? Como alguém daria valor para quem vale a pena se não soubesse como é sofrer por alguém que nunca valeu?

Hoje, eu me sinto muito bem em poder falar/escrever abertamente sobre isso, sem sentir n-a-d-a. Não existe raiva, arrependimento, tristeza, vergonha… é nada mesmo. Parece até que não aconteceu comigo, que eu nem fui a trouxa. E se fui, quem nunca, sabe? É a vida.

Viajar tanto tempo sozinha me fez perceber que…

… a vida é curta, mas temos que manter a calma e entender que as coisas acontecem na hora certa. A gente sofre como se o mundo fosse acabar amanhã. Ta errado! Sejamos felizes como se o mundo fosse acabar amanhã, seja sozinho ou acompanhado. E se for pra ser com alguém, que exista respeito, amor e reciprocidade senão tchau. Não precisamos insistir no que é falido. Existem pessoas que nos tornam melhores e pessoas que trazem o pior de nós à tona, então cerque-se de pessoas boas, relacionamentos bons; não só namoros, como também amizades.

queremos dividir momentos com pessoas, mas isso não é regra ou obrigação. Se quiser encontrar amor, procure antes dentro de você! Aprendi que serei sempre minha melhor companhia e a valorizar não só a mim, como meu tempo, disposição e energia. Não preciso de alguém para me completar, porque completa eu já to. Tem que somar, agregar… transbordar.

Enfim, se esse ou qualquer outro relacionamento não der certo, ta permitido sofrer um pouquinho porque é natural, mas que não passe de 2 minutos hahaha. Verdades: as melhores coisas não são forçadas, elas surgem do nada e se der errado, é aprendizado, vida que segue. 🙂

Charlie – Por que as pessoas boas, sempre escolhem as pessoas erradas para namorar?
Bill – Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos.
Charlie – E nós podemos mostrar para essas pessoas que elas merecem mais?
Bill – Nós podemos tentar.

As Vantagens de Ser Invisível (ta no netflix)

<3


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