Por que é mais fácil se apaixonar em viagens?

De uma conversa com um amigo sobre viagens e pessoas que conhecemos em situações e lugares improváveis, pensei em todas as pessoas que conheci viajando por aí. Papo vem e papo vai e eu só conseguia me perguntar: por que é mais fácil se apaixonar em viagens? por que não me interesso tanto pelas pessoas aqui? 

Rotina cansativa e trabalho

Depois de sei lá quantas horas de trabalho, é normal que não tenhamos disposição para ter horas de conversas com alguém. Às vezes chego em casa, tomo um banho e já durmo direto, sem nem ao menos trocar algumas palavras com a minha irmã além de “tô cansada, vou dormir”.

Nós passamos atropelando as pessoas e sentimentos na correria do dia a dia e nem damos oportunidade para conhecer melhor aquela pessoa legal que conhecemos na semana passada no happy hour.

Desmarcamos compromissos para trabalhar horas extras. Evitamos relacionamentos porque talvez seja mais fácil focar na vida profissional do que lidar com sentimentos.

Nem chegamos a trocar olhares com a pessoa que está bem do nosso lado no transporte público que, por sinal, também poderia ser alguém muito interessante.

Em viagens somos mais abertos e curiosos

Em viagens, parece que ficamos mais abertos a conhecer pessoas diferentes, nos sentimos mais relaxados, mais pacientes e apreciamos mais os momentos.

Todos parecem ter uma visão tão diferente da nossa vida e isso nos atrai e nos deixa mais curiosos. Tudo fica mais intenso. Mais rápido e mais fácil. Um relacionamento pode surgir em questões de dias e quando a gente menos espera.

Pode ser que a gente faça juras de amor com uma pessoa que conheceu durante a viagem, encontre mais duas vezes (ou nem isso) e perca o contato. Pode ser também que a gente encontre depois, mas perceba que na rotina a pessoa não era nada do que a gente imaginava.

Pode ser que seja apenas um amor de férias mesmo. Ou pode ser que a gente encontre a pessoa que vai passar o resto da sua vida. Independente do caso que seja, se a gente for perceber, todos têm uma coisa em comum: a facilidade e naturalidade que tudo começa.

Podemos ser assim também na nossa rotina?

Talvez tenhamos que repensar a maneira que nos envolvemos com as pessoas na nossa rotina. Será que a gente tem que esperar cada férias para se sentir vivo de novo? Para se sentir bem? Para se abrir de verdade e conhecer pessoas interessantes?

Eu acredito que não! A gente nunca sabe se o amor da nossa vida tá louco para conhecer o mundo como nós e está viajando por algum lado da Tailândia. Ou pior…está sentado do nosso lado no ônibus e a gente nem percebeu. Só vamos reconhecê-los se deixarmos que eles se aproximem. Se estivermos abertos à conhecê-los independente do lugar e da situação.

Life is short. Take the trip. Buy the shoes. Eat the cake. FALL IN LOVE!


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comentários

By |2017-05-01T22:59:34+00:001 maio, 2017|

About the Author:

Bruna Faria, 26, formada em Administração de Empresas pelo Mackenzie. Fez o primeiro intercâmbio aos 17 anos no Texas e o segundo aos 19 no México. Enquanto fazia faculdade na Europa em 2013, teve a idea de criar o Must Share Br (lançado em 2015). Além de produzir conteúdo para o blog, trabalha em uma consultoria especializada em mercado financeiro e hoje mora na Cidade do México. Acompanhem pelo instagram: @brunapfaria

One Comment

  1. Léo Delgado 2 de maio de 2017 at 12:05 AM - Reply

    Diversas vezes a gente não repara em coisas simples justamente por não estarmos preparados para ver aquilo. E a rotina, principalmente quando é pesada ajuda muito a esconder esses momentos que não prestamos atenção né?! A gente fica parecendo robozinho, vivendo todo igual. Esse texto faz todo o sentido, deveríamos viver também quando não estamos viajando haha parabéns pelo post!

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