Jeffreys Bay, África do Sul: dicas de acomodação, compras e o que fazer

É provável que você conheça Jeffreys Bay (J-bay), o paraíso dos surfistas. A cidade é host de uma das etapas do circuito mundial de surf no mês de Julho. É conhecida como um dos melhores picos de surf e recebe surfistas de todos os lugares do mundo durante todo ano, agitando o turismo da cidade. Mesmo se você não é muito chegado no esporte, já deve ter ouvido falar sobre Jeffrey’s Bay, pois foi onde o surfista Mick Fanning sofreu um ataque de tubarão em 2015 (ele ta vivo, relaxa) e acabou saindo em todos os jornais.

Nós ficamos apenas 3 dias e 2 noites em Jeffreys Bay, mas essa foi uma das minhas cidades favoritas da viagem para a África do Sul. Tenho planos de voltar para ficar uns 5 dias ou mais, porque esse lugar é realmente irado. Dá para relaxar, a vibe é muito boa e queee visual! <3

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Como chegar em Jeffreys Bay

Nós fomos para Jeffreys Bay de carro. Fizemos todo o caminho da famosa Garden Route saindo de Cape Town e J-bay foi uma das nossas últimas paradas. Porém, fica pesado irde uma vez só, pois a viagem é longa. São 681 km e pode levar umas 8 horas.

Uma cidade grande próxima é Porto Elizabeth que tem um aeroporto internacional, então dependendo de onde você vier, essa pode ser a melhor opção.

Acomodação em Jeffreys Bay: onde ficar

Todo mundo indicou um hostel específico chamado Island Vibe Backpackers. É um party hostel e realmente foi incrível.

O hostel é pé na areia e a vista é linda. São duas casas separadas no terreno. A de cima (de onde tirei a foto acima) tem os quartos compartilhados e é onde fica a recepção, banheiros e o bar onde ocorrem as festas. A casa debaixo, chamada de Beach House, tem os quartos privados mais perto ainda da praia com sacadas e uma vista linda (primeira foto do post).

Na primeira noite, ficamos hospedadas em quartos compartilhados com 12 pessoas. O nosso quarto específico estava meio detonado, mas os demais eram ok. Tinha onde carregar o celular e armários para guardar as coisas. Os banheiros ficam do lado de fora, mas é bem tranquilo.

Beach House – Island Vibe Backpackers

Já no quarto privado para 4 pessoas – que não era tão mais caro do que os compartilhados – nós tivemos a melhor estadia. O quarto era demais (1 cama de casal e 1 beliche), banheiro privado dentro do quarto e a vista colada no mar. Como fica na casa debaixo, é melhor também por conta do barulho, já que fica mais afastado do bar. Nessa casa tem uma sala e uma cozinha para uso dos hóspedes.

O bar é irado São várias mesas e eles disponibilizam café da manhã e almoço para quem quiser comprar. A noite é uma festa: tem bebida, mesa de sinuca, beerpong, música e o staff bem animado.

O Vibe Island Backpackers está recomendadíssimo! Vai na fé. Para fazer a reserva nesse hostel, usamos o Booking.com que não cobra taxas e só precisa pagar na hora. Se fizer a reservas direto pelo site do hostel, o pagamento é antecipado. Para ter uma ideia de valores nas datas da sua viagem, só clicar no link do booking.com (já vai direto para a página do Vibe Island) e definir qual quarto, número de pessoas e quando. Aí se gostar, é só reservar e caso precise cancelar não paga multa se for feito com antecedência.

O que fazer em Jeffreys Bay

No centro de Jeffreys Bay, tem uma praia que inclusive fica bem em frente ao hostel. Tinha bastante gente e ela é bem legal. Como o centro comercial é perto, é super de boa encontrar restaurantes e lojas na região. Dá para ir a pé do hostel.

Nos indicaram visitar a Paradise Beach que está localizada a uns 7 km do centro. Para chegar lá é necessário ir de carro, pois fica um pouco mais afastada. Nós fomos no final da tarde, +- 16h e a praia estava quase deserta. É tão imensa que não dá para ver onde começa e onde termina.

Paradise Beach – Jeffreys Bay

O Island Vibe Backpackers oferece algumas atividades para os hóspedes como aulas de surf. Nós viajamos em Janeiro, que é uma época mais quente lá, então dá para aproveitar a praia, mas a água é super fria e eu não entrei. Ainda fiquei com a nóia do tubarão, óbvio.

  • Compras em Jeffreys Bay: Billabong, RVCA, Ripcurl e outros

No centro de Jeffreys Bay existem várias lojas de marcas famosas de surf. Comprar roupas e acessórios de surf e skate lá, de fato, sai muito mais barato do que no Brasil, mas não são roupas “baratas” como é possível encontrar nos EUA, por exemplo.

Se você gosta de roupas dessas marcas específicas, com toda certeza pode guardar um espaço na mala para fazer uma comprinhas porque vai achar tudo mais barato. Por outro lado, pra quem não faz questão de roupa de marca, não vai achar que compensa tanto. Exemplo: se um moletom custa 300 reais no Brasil, lá vai sair por 140. Tem gente que não vê necessidade em pagar 140 reais em um moletom de marca, porque pagaria 70 em um moletom X. Deu para entender?

É importante lembrar que você encontra 2 lojas da Billabong. Uma com a coleção atual que é bem mais cara e a uma logo em frente que é tipo um outlet cheio de promoções.

Festas em Jeffreys Bay

Vou te falar que no hostel tivemos as melhores festas. Assim que saíamos do hostel para ir para algum bar ou balada, não era tão divertido / lotado. A vibe de J-bay é outra. No geral, as festas na África do Sul não me surpreenderam tanto. Era legal, mas não é o foco.

Uma curiosidade é que galera local ainda tem aquele papo pesado racial de balada for “white people” e “black people” pelo estilo de música e o público que frequenta, coisa que eu já tinha visto nos EUA. Os pubs/nightclubs que fomos em Jeffreys Bay ficam na Da Gama Street. Bem na esquina do hostel tem uma balada, mas os brasileiros que estavam lá antes disseram que era ruim, apesar de lotada. Nós passamos em frente e parecia ter bastante gente.

Resumindo: no hostel, conhecemos várias pessoas de diversos países e o ambiente é propício para ficar lá de boa trocando ideia e bebendo. Algumas pessoas fazem drinking games, jogam beerpong. Nossos amigos tocaram violão e a gente ficou até altas horas com geral. Eu amei. É claro que quando saímos foi legal também, mas se tivesse só ficado no hostel, já estaria ótimo.

Esse foi um vídeo que fizemos no começo da primeira noite.

J-Bay Open e JBay Winter Fest: o que é e quando acontece

Julho é o mês para visitar Jeffreys Bay e ver uma cidade lotada e movimentada. Pessoas de todos os lugares do mundo visitam a cidade. Não é apenas sobre surf, mas outros esportes como ciclismo e corridas.

Um festival chamado JBay Winter festival reune todo o público dos eventos esportivos + festas. Em 2017, ele ocorre entre os dias 12 e 23 de Julho, sendo esta a mesma semana do Corona Open J-Bay, etapa do circuito mundial de surf que ocorre em Jeffreys Bay.

Extra: must not Jeffreys Bay

Não aconteceu nada ruim na viagem, mas acho importante falar sobre o assunto. Desde o primeiro momento em que chegamos, nos avisaram sobre andar sozinhas pelas ruas, com celular nas mãos, etc. O staff do hostel nos disse isso umas 2 ou 3 vezes enquanto fazíamos o checkin: “não vai acontecer nada, mas tenham cuidado”.

Bom… na porta da balada rolou uma discussão entre 2 caras do outro lado da rua e nós estávamos esperando a carona para ir embora com a galera do hostel, quando escutamos o maior barulho. Um menino de Jeffreys Bay que estava perto disse que eram tiros, como se fosse a coisa mais normal kkkk.

Não estou escrevendo isso para assustar ninguém, mas toda informação deve ser compartilhada, inclusive as que não nos agradam. Eu sinceramente não achei Jeffreys Bay perigosa. Pelo contrário! Tudo foi muito tranquilo, tirando essa cena da balada que eu só escutei o barulho mesmo. Acredito que os cuidados básicos que teríamos no Brasil ao sair a noite são suficientes como em qualquer lugar.

Recomendo a visita e tenho certeza que vão amar. Espero que as dicas ajudem.


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By |2017-06-25T20:54:55+00:0022 junho, 2017|Tags: , , |

About the Author:

Camila Faria, 26, mackenzista formada em Administração de Empresas com pós graduação em Controladoria de Empresas pela FIA. Fez o primeiro intercâmbio aos 17 anos e criou o site em 2013, durante o ano em que fez faculdade na Europa. Para se dedicar ao Must Share Br, saiu do trabalho na área de finanças em São Paulo e hoje mora nos Estados Unidos. Acompanhem pelo instagram: @milafaria

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