CAMILA2019-01-06T21:16:51+00:00

Meu nome é Camila e eu tenho 27 anos. Nasci no interior de São Paulo e me mudei para a capital em 2010 para cursar Administração de Empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Meu primeiro intercâmbio foi em 2009, depois de terminar o ensino médio no Brasil. Eu tinha 17 anos, não sabia o que queria fazer na faculdade e resolvi apostar nessa aventura antes do vestibular. Morei durante 6 meses em uma mini cidade rural na Georgia, Estados Unidos com uma família americana. Foi a melhor experiência (com toda certeza, a mais impactante) que tive e sempre digo que, em 6 meses, aprendi o que não tinha aprendido em 17 anos. Gostei tanto que, menos de 1 ano depois, voltei durante outros 3 meses para curtir a vida americana, antes de começar a faculdade no Brasil. Se quiser saber mais sobre essa fase da minha vida, ta tudo aqui.

Eis que me mudo para São Paulo para estudar. Vou te falar que morar sozinho também é uma mudança e tanto. Aprendi a ter responsabilidades, cozinhar e entendi porque minha mãe era neurótica com limpeza. Até com o papel higiênico você tem que se preocupar, senão… vai gritar pra quem? Eu saí cedo da casa dos meus pais e, se você ainda não saiu, mas tem a intenção, só posso te dizer uma coisa: vai logo. É um banho de amadurecimento na vida.

Para quem queria ser veterinária antes de ir para o intercâmbio (e a mudança do curso teve tudo a ver a viagem), fui fazer o curso dos indecisos mesmo: ADM, meio perdida. No 2º semestre, entrei para a Empresa Junior Mackenzie Consultoria. Eu tinha zero experiência profissional, nem sabia o que era uma dinâmica em grupo, etapas de processo seletivo, mapeamento de processos; avemaria! A Junior me ajudou muito, tenho um carinho especial por aquele lugar e as pessoas que conheci lá. Comecei a trabalhar com Marketing e apenas me encontrei.

Quando essa fase da Junior acabou, foquei em fazer um intercâmbio em uma Universidade estrangeira (foi quando eu me assumi loira também haha). Sempre foi o meu sonho e eu queria MUITO ficar, pelo menos, uns 6 meses fora para ter essa vivência na Europa. Sabia que precisaria ter o mínimo de espanhol para ser aceita em alguma universidade na Espanha, então resolvi fazer, em 2012, um intensivo do idioma em Buenos Aires, Argentina:

Voltei e tinha outro semestre da facul pela frente. Para ser bem sincera, hoje eu vejo claramente que 2012 foi uma fase péssima na minha vida. Parecia que nada dava certo e eu estava totalmente perdida. Não estava trabalhando e a vida pessoal toda ferrada. Se você está se identificando com essa bad, mentaliza: tudo passa! Na melhor hora possível, meu sonho se realizou (depois de muito custo). No final daquele ano, fui aceita pela Universidade de Granada, referência entre as faculs espanholas e embarquei para a Espanha.

Pqp… as coisas viraram de ponta cabeça, queeee vida eu tive lá (apenas saudades). Granada é uma cidade universitária, então, basicamente, jovens de todos os lugares do mundo – inclusive os próprios espanhóis – vão para lá fazer intercâmbio/faculdade. Morei em um prédio de 4 andares, com 3 apês por andar e cada apê tinha 3 ou 4 quartos. O dono do prédio não morava na cidade e só alugava para estudantes. Éramos +- 40 jovens morando longe de nossos países, famílias; todo mundo na mesma vibe, mente total aberta… festas, estudos, época de provas, viagens, festivais. Dividi apê com uma belga, uma italiana e um francês, mas o prédio era um mix de nacionalidades. Viramos uma grande família, experiência sensacional. Como diziam os espanhóis naquela época: se lo están pasando de puta madre. E foi.

Tive que trancar a facul no Brasil e “perderia” o ano letivo, mas nem por um segundo eu me arrependi. Escolhi todos os cursos de Marketing que eu não teria no Brasil e me empenhei muito para aprender aquele espanhol que, ao contrário do que as pessoas imaginam, é difícil.

Depois de 6 meses, senti que ainda não era a hora de voltar, quando eu teria aquela oportunidade de novo? Pedi #peloamordeDeus para meus pais me deixarem outro semestre por lá. Como eu já não tinha mais o visto de estudante, tive que mudar de país e aí virei uma sem teto, sem rumo e sem rotina… a explorar. Foi uma fase maravilhosa.

Fiquei durante 3 meses morando de favor com completos desconhecidos (hoje, meus amigos queridos) em Manchester, Inglaterra. Depois eu faço um post contando como encontrei esse teto. Fiz um mochilão inesquecível sozinha, passando por todos os países do Reino Unido e, nesse meio tempo, deixava minha vida toda de 2013 (uma mala de 35 kg) na casa dessas pessoas que me acolheram.

Hora de partir para a França. Durante os últimos 4 meses na Europa, eu morei em Toulouse, França. Queria muito aprender francês e fui pra lá com esse objetivo. Não rolou uma fluência no idioma, como no inglês e espanhol. Eu tinha que ter ficado mais tempo. Aprendi a falar fluentassa coisas do tipo “me vê um big mac sem picles e sem cebola com fanta laranja (porque não tinha guaraná e eu não bebo coca), por favor” para não morrer de fome hahaha. Tudo bem… meu SONHO é fazer um mestrado por lá ainda. Enfim, acabei conhecendo pessoas muito especiais em Toulouse. Sabe quando você sente que tinha que ter ido para o lugar? Outro pensamento real: nada acontece sem um propósito.

2014, back to São Paulo; com 4 tattoos (não tinha nenhuma, hoje tenho 8); tosando o cabelo: seja bem vindo desapego! Depois que a gente se liberta, a vida apenas flui.

Antes, eu sentia um vazio de algo que eu nem sabia o que era – talvez, imaturidade – mas voltei completa! Viajar, ainda mais quando fiquei um tempão sozinha, me proporcionou um autoconhecimento indescritível e, com toda a mudança, a felicidade transbordava, eu tava tão bem comigo mesma. Agora faltava a parte profissional. E volta faculdade.

Longo ano. Dura realidade! Da maior felicidade que eu já senti, de repente achei que ia ficar depressiva nos 2 primeiros meses, sério. É muito difícil voltar e retomar seu lugar que já não parece tão mais seu. Além disso, todos os meus amigos estavam formados e trabalhando e eu fazendo o TCC com pessoas que não conhecia. Esse sentimento estranho também passou, foi só uma fase, baque do momento. Fiz um estágio na Volkswagen, depois de um tempo me formei e… não fui efetivada. Quatro meses desempregada, prestando todo e qualquer processo seletivo de trainee existente São Paulo à fora. A cada processo seletivo negado, um desespero a mais.

Voltei um tempo para o interior, morando de novo com os pais (pode isso?). Só voltava para São Paulo quando tinha dinâmicas e entrevistas. Já estava inventando de me mudar para a praia e vender suco com uma amiga que também estava perdida na vida. Comecei a planejar minha ida para a Austrália se, até meu aniversário (Julho… canceriana, sim), nada surgisse.

A vida é boa, mas não é fácil de entender não. Aconteceu! Passei em 2 programas de trainee ao mesmo tempo. Os caras me ligaram no mesmo dia com minutos de diferença. Do nada, eu tinha que tomar uma decisão entre duas vagas que não tinham absolutamente nada a ver uma com a outra… estilo de empresas totalmente distintas. Optei por participar do primeiro programa de Trainee da Rádio Jovem Pan e lá estou até o presente momento. Na área de… FINANÇAS. Tudo que eu não imaginava poder atuar, já que nunca foi minha preferência durante a faculdade e sempre foquei em Marketing. E o mais engraçado… to gostando da área. Muita coisa nova rolando, vários aprendizados. To curtindo essa fase, porque é diferente do que a gente imagina, Em 2016, comecei uma pós graduação na área em que atuo e ta sendo muito bom.

Quando surgir outra aventura, eu conto aqui para vocês. 😉

Acho válido lembrar que minha família não é nada milionária. Somos normais, meus pais são assalariados. Pode soar que toda história foi fácil. Teve empréstimo, economia, planejamento. Apenas posso agradecer e, um dia, retribuir tudo isso. Viajar não é caro, quando a pessoa se organiza. É sempre um investimento, só depende do ponto de vista.


Minha expectativa com o site: apenas dividir informação para ajudar e incentivar os leitores! Durante essas viagens eu conheci MUITA gente, mudei demais meus pensamentos, atitudes… construí quase que uma outra personalidade. Ganhei valores que não tinha, abandonei preconceitos. Vocês não imaginam a quantidade de perrengues que eu passei e o quanto/como eu fui ajudada por pessoas que, sei lá por qual motivo, cruzaram o meu caminho nesse mundão e me fizeram o maior bem. Eu penso que nada nada nada nada acontece por acaso. Se estamos passando por algo é porque temos que… Sempre tem um aprendizado, uma lição. Na hora não faz sentido, mas mais pra frente a gente entende.

Eu aprendi a amar a vida numa intensidade que, sinceramente, hoje eu não sinto tanto porque… não, eu não estou depressiva 🙂 , mas acredito que a rotina faz com que a gente se esqueça de perceber nos detalhes e dar valor pelo simples fato de estarmos vivos. Todo dia eu me pego reclamando de alguma coisa, tão inútil, coisa que eu não fazia quando estava fora. Eu sei que é normal… stress do trabalho e tal, mas eu não quero e nem preciso ser assim.

Eu escrevo aqui para lembrar de tudo que eu já passei e não deixar esse sentimento e memórias boas ficarem esquecidos dentro de mim. Eu me tornei uma pessoa melhor, com toda certeza. Se incentivar alguém, já fico bem satisfeita. Dei uma viajada agora né, mas veio do coração essa parte haha. <3 Espero que o site ajude, nem que seja um pouquinho.

Por fim: Many people make decisions based on other people’s experience.

Depois de ler tudo isso, já podemos nos considerar bestfriendsforever. Contei a vida né 🙂 . Bom, qualquer coisa: camila@mustsharebr.com, to lá! Beijos meus queridos…

Sobre a Bruna

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